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Decisões e Escolhas: Uma Questão Essencial

Os caminhos da vida são feitos de decisões e escolhas. Assim, o que cada um de nós é hoje pessoal ou profissionalmente, é conseqüência destas escolhas e das ações adotadas para efetivá-las. Algumas escolhas são essenciais e importam decisões sobre nossa religião ou nosso papel social. Outras são operacionais, como a roupa que vamos vestir hoje para ir trabalhar.

O que vale para as pessoas também vale para as empresas. Uma empresa sobrevive ou não, tem êxito ou fracassa, de acordo com as decisões e escolhas que fez ou faz, de suas estratégias e foco, seus sistemas de crenças e valores, seu estilo gerencial, seus processos, suas estruturas, as pessoas que seleciona, o sistema de treinamento e desenvolvimento que adota. Ou, de acordo com Peter Drucker, “o produto final do trabalho de um gerente são decisões e ações”.

Assim sendo, três aspectos devem ser considerados:

A todo o momento, queiramos ou não, consciente ou inconscientemente, por ação ou omissão, estamos sempre fazendo escolhas. E nunca é demais lembrar que não escolher já é uma escolha.

Se queremos ser os timoneiros da nau da nossa vida, devemos procurar ser conscientes a respeito das escolhas que fizemos e estamos fazendo. Esta consciência nos permite assumir a responsabilidade pelos nossos atos e continuar com o que estamos fazendo ou então mudar. É conveniente ter presente que algumas escolhas deram certo em determinados contextos, mas que se adotadas em outros podem ser profundamente negativas. Um pequeno exemplo: uma criança que, para obter o carinho e a atenção dos pais, chorava, fazia manha ou gritava. Depois de adulto, para ter as suas necessidades de aceitação e reconhecimento atendidas, adota comportamentos de essência semelhante que, sem a menor sombra de dúvida, serão totalmente inadequados, gerando respostas justamente opostas às desejadas.

Podemos, por meio do desenvolvimento pessoal, aumentar a nossa esfera de escolhas. Aprender, no fundo, importa ter mais opções, isto é, ampliar possibilidades. A questão básica é o que aprender, para que possamos ter êxito neste mundo de crescente insegurança, complexidade, ambigüidade e imprevisibilidade. E isto também é uma escolha.

De qualquer forma, é sempre conveniente ter presente que estamos fazendo a todo o momento seis escolhas.


Vida ou Morte

O general franqueza Millan d’Astray, nas suas palavras na Universidade de Salamanca, na frente do filósofo Miguel de Unamuno, proferiu sua célebre frase: “Abaixo a inteligência. Viva a morte!”.

E esta é a grande questão. Estamos escolhendo a vida ou a morte do planeta em que habitamos? Todas aquelas pessoas ou empresas que contribuem com poluição ambiental e destruição dos ecossistemas, chuvas ácidas, aumento da temperatura na Terra e a conseqüente elevação dos níveis das marés, destruição da camada de ozônio, desmatamentos indiscriminados, existência de pessoas vivendo em condições subumanas, em função da ganância, da busca do lucro Kamikaze ou da falta de consciência social, todas elas estão engrossando o coro de Millan d’Astray e, à sua própria maneira, repetindo o general franqueza: “Viva a morte!”.

Na realidade, esta é a grande questão ética, segundo a qual todas as outras devem se ordenar. É saber qual a resposta a uma pergunta de Albert Einstein: “Será que estamos fazendo deste planeta um lugar melhor para se morar?” Ou estamos ao lado dos que não têm nenhuma preocupação com isto, pois, como dizem, em longo prazo estaremos todos mortos?

 

Os Significados

A riqueza de nossa vida está muito relacionada aos significados que damos ao que fazemos. É a história dos três operários que estavam numa mesma obra e foram indagados sobre o que estavam fazendo. Um deles disse que estava assentando pedras. O outro, que estava construindo uma escada. O terceiro, que estava colaborando para a construção de uma catedral. Nós podemos escolher os significados que damos a tudo o que fazemos e isto pode representar uma grande diferença.


Pessoas Passado ou Futuro-Orientadas

As pessoas passado-orientadas ficam querendo mudar o que fizeram, como se pudessem entrar na máquina do tempo. Tendem a se lamentar ou arranjar culpados e estão mais voltadas para ameaças. As pessoas futuro-orientadas buscam resultados, aceitam as situações existentes como um ponto de partida, não confundindo aceitação com conformismo, e procuram identificar e agir de acordo com as oportunidades. De qualquer forma, é conveniente citar Franklin Delano Roosevelt: “O progresso é realizado pelos homens que fazem e não pelos que discutem de que modo as coisas deveriam ter sido feitas”.


Sistema Aberto ou Fechado

Os seres humanos são e deveriam agir como sistemas abertos, ou seja, em interação com o seu meio. Cada vez que as pessoas se fecham por dogmatismo, arrogância ou negação, estão agindo como sistemas fechados. Prendem-se ao familiar e ao conhecido e, freqüentemente, ficam encasteladas em torres de marfim. As pessoas que agem como sistemas abertos estão em relacionamento constante, têm consciência do fluxo contínuo de mudanças e sabem que a melhor forma de prever o futuro é criá-lo.


Crenças e valores

Uma das coisas que tem forte influência sobre nossos comportamentos é o nosso sistema de crenças e valores. Neste sentido, há quem diga que: “Quer você acredite que pode, quer acredite que não pode, você está certo”. Todos nós temos um conjunto de crenças e valores que fomos adquirindo ao longo da vida e que são determinantes do nosso comportamento. Algumas crenças podem ser extremamente úteis, como acreditar que tudo o que nos acontece pode ser uma oportunidade. Outras podem ser negativas, como a de se acreditar vítima das circunstâncias, na base do “isto só acontece comigo”. Em geral as pessoas não analisam os impactos de suas crenças sobre suas vidas e não sabem que podem mudá-las nem, tampouco, como fazer isso.


Intervir e Mudar Ou Ser Passivo

A consciência de que o que obtemos da vida está profundamente relacionado às escolhas que fizemos ou fazemos nos permite estar abertos a identificá-las e ratificá-las ou corrigi-las. E esta é uma grande escolha final: É possível mudar. E um bom modo de fazê-lo é com base no filósofo Jean Paul Sartre: “Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim”.

Em suma, ser consciente das escolhas que fazemos é entrar no mundo mágico das possibilidades. É saber que existem infinitas formas e caminhos e que a vida é daqui para frente.

 

A vida é a arte das escolhas e dos sonhos, das descobertas e desafios e da ação. J.A. Wanderley

 

Reprodução permitida, desde que mencionada a fonte e o livro Negociação Total